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CONDIÇÕES ESSENCIAIS PARA SER ACEITO NA MAÇONARIA

Por Vanderlei Coelho


 

Se você preferir, pode assistir ao vídeo sobre o assunto do artigo.



DECÁLOGO DO MAÇOM E AS CONDIÇÕES ESSENCIAIS PARA SER ACEITO NA MAÇONARIA


No artigo de hoje, vamos discorrer sobre o decálogo do maçom e as condições essenciais para um candidato ser aceito na Maçonaria, que são:

1) crer na existência de um princípio Criador;

2) ser homem livre e de bons costumes;

3) ser consciente de seus deveres para com para com a pátria, com o próximo e consigo mesmo;

4) ter instrução que o habilite a compreender as doutrinas maçônicas e força para executá-las;

5) ter reputação ilibada;

6) ter plena capacidade para o exercício de seus direitos civis e no mínimo 21 (vinte e um) anos de idade;

7) Se casado ou em união estável, obter a concordância da esposa ou companheira.


Você já conhecia essas condições essenciais, acrescentaria mais alguma? Deixe seu comentário, gostaria de saber sua opinião.

O que é decálogo?

Decálogo significa conjunto de dez normas ou princípios. Depois de iniciado, o maçom precisa cumprir e fazer cumprir uma série de regras, que serão condensadas a seguir no chamado decálogo do maçom, de acordo com a Grande Loja Maçônica do Estado de Rondônia – GLOMARON. Esse conjunto de dez normas ou princípios abrange:

1. Generosidade;

2. Fraternidade;

3. Solidariedade;

4. Comprometimento;

5. Excelência;

6. Obediência;

7. Pontualidade;

8. Responsabilidade;

9. Moralidade;

10. Trabalho.


I. Generosidade:

Pugnar constantemente pelo progresso social e exercer a beneficência no seu sentido mais elevado. Apoiar continuamente o avanço da sociedade e praticar atos de generosidade de forma sublime e altruísta.


II. Fraternidade

Reconhecer como Irmãos a todos os maçons, prestando-lhes, auxílio e proteção, assim também às suas viúvas e órfãos, sempre que justo e necessário. Comprova o espírito de fraternidade entre os Irmãos, extensivos às cunhadas e sobrinhos, com destaque importante: que seja justo e necessário.


III. Solidariedade

Estender à humanidade, sem distinção de raça, cor ou crença, o espírito de solidariedade. Evidencia o espírito de solidariedade, o verdadeiro maçom pratica o bem e leva a sua solicitude aos mais necessitados, sem distinção


IV. Comprometimento

Frequentar com regularidade, os trabalhos de sua Loja Simbólica e dos demais setores maçônicos de que faça parte. Fica claro o comprometimento que todos nós devemos ter.


V. Excelência

Aceitar e desempenhar com exação, as funções e encargos que lhe forem confiados por seus superiores hierárquicos. Além do comprometimento, é preciso desempenhar as funções com excelência. É a busca incessante da perfeição.


VI. Obediência

Obedecer e fazer obedecer a Constituição, Códigos, Leis, Estatutos e Atos Normativos emanados da GLOMARON, bem como, a Legislação das Lojas Simbólicas, dos Colegiados e dos Conselhos a ela pertencentes, e ainda, os Landmarks da Ordem. São os aspectos legais que o maçom deve cumprir e assegurar o seu cumprimento.


VII. Pontualidade

Satisfazer pontualmente as contribuições e taxas estabelecidas pelos Poderes Maçônicos. Evidenciar a importância de cumprir com as obrigações pecuniárias.


VIII. Responsabilidade

Investigar cuidadosamente, as qualidades individuais dos candidatos à admissão na Maçonaria, comunicando, por escrito, aos seus superiores hierárquicos o que souber a respeito dos mesmos, para que fique fazendo parte do processo respectivo. Fica claro o cuidado que todo maçom deve ter, antes de convidar um candidato à iniciação na Maçonaria.


IX. Moralidade

Cumprir os deveres de cidadão, observando na prática de seus atos os princípios da moral, honrar a sua palavra e respeitar as crenças alheias. Aqui destaca o maçom enquanto cidadão, alicerçado nos princípios morais e sua relação com a sociedade e com o outro.


X. Trabalho

Exercitar sempre o trabalho manual ou intelectual, pois neles se resume o dever essencial do homem. A Maçonaria exalta o trabalho como fonte asseguradora do progresso humano e da sociedade como um todo. O maçom precisa ter meios honestos de subsistência, que lhe permita prover suas necessidades pessoais e de sua família, de modo que não fique sacrificado pelos encargos da Ordem.


Conclusão

Como é sabido, a Maçonaria não é um reformatório, a indicação de profanos à iniciação na Maçonaria é uma decisão que precisa ser muito bem pensada. Será que o candidato vai cumprir com seus deveres maçônicos e de cidadão?


Com a aceitação de um novo membro na Loja, vamos dar um novo Irmão à Família Maçônica Universal, por isso é importante, além de acurada investigação da vida do candidato, a irrestrita observância dos requisitos essenciais para sua admissão.


O padrinho será responsável pelo candidato que indicar, por tudo que ele venha a fazer, dentro e fora da Ordem, não só até que atinja a plenitude de seus direitos maçônicos, ou seja, o Grau de Mestre Maçom, mas pelo tempo que permanecer entre nós.


A cada novo membro a Maçonaria se renova, todos os esforços devem ser dirigidos para que tudo transcorra dentro da mais absoluta legalidade, sem falhas nem atropelos. Só assim, com zelo e dedicação de todos os envolvidos no processo, inclusive os sindicantes, teremos muito mais qualidade do que quantidade de obreiros em nossa sublime instituição.


Não nos é dado o poder de optar em qual família vamos nascer, mas na Maçonaria, temos a prerrogativa de escolher quem serão nossos irmãos. Faça boas escolhas.


Fonte pesquisada:

COELHO, Vanderlei. DA INDICAÇÃO À INICIAÇÃO NA MAÇONARIA: Normas e procedimentos legais. Porto Velho, 2017.

Grande Loja Maçônica do Estado de Rondônia - GLOMARON. Ritual do Grau de Aprendiz. Edição, 2016.


 
 
 

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